As primeiras linhas de metrô do mundo

Construção do metrô em Nova York, 1939/ NY Daily News via Getty Images

A ideia de construir linhas de trem subterrâneas surgiu na Inglaterra na década de 1850, quando o transporte pelas ruas dessa cidade já era caótico. Carroças e cavalos se misturavam em meio à população de quase três milhões de habitantes, na urbe que primeiro havia passado pela industrialização. O espaço urbano não estava preparado para abrigar aquela quantidade de pessoas e os principais serviços públicos eram muito precários. Com os transportes não seria diferente. Para tentar resolver o problema, surgiu a ideia inusitada de colocar trens abaixo da terra, o que assustou a população. Pela imprensa se espalharam temores de que Londres pudesse “afundar”. Mas não foi isso o que aconteceu. As obras foram iniciadas em 1860 e demoraram três anos para ficar prontas. Sem tecnologias avançadas, era preciso evitar grandes perfurações, por isso, todas as linhas seguiam o traçado das ruas. Dos seis quilômetros iniciais, logo depois seriam inauguradas...

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Antes e depois: jornalista recria cenas de filmes antigos

Cary Grant em Intriga Internacional (1959) de Alfred Hitchcock

Comparar cenários antigos com a conjuntura atual é algo que chama atenção porque permite observar mudanças ocorridas em determinada região ou edificação, ao longo dos anos. Mas imagine como seria pegar retratos de filmes antigos e colocá-los exatamente onde foram filmados? Essa foi a ideia de Christopher Moloney, um jornalista e fotógrafo canadense que recriou diversas cenas de filmes antigos, e até mesmo de alguns contemporâneos, em imagens que ele passou a publicar no projeto criado em 2012, que leva o nome de “FILMography”. Suas fotos foram amplamente divulgadas ao redor do mundo tornando o fotógrafo popular. As cenas estamparam páginas de muitas revistas importantes e duas exposições foram organizadas nos conceituados festivais de Cannes e Ischia. São mais de 200 imagens recriadas ao redor da cidade de Nova York sobre filmes como Bonequinha de Luxo, Annie Hall, Ghost – do outro lado da vida, Fuga à Meia-Noite e muitos...

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Instituto Moreira Salles: Espaço Cultural em São Paulo

© Fotografia da exposição “Os Americanos”, de Robert Frank/Divulgação

O Instituto Moreira Salles inaugurou um grande centro cultural na Avenida Paulista, entre as Ruas Consolação e Bela Cintra, na cidade de São Paulo. Para a abertura, foram programadas diversas exposições como a mostra sobre Robert Frank “Os americanos + Os livros e Filmes”. Essa é a primeira vez que a exposição vem ao Brasil com um total de 83 fotografias. “Os Americanos”, de Robert Frank, é resultado da jornada do fotógrafo pelos Estados Unidos. Ele percorreu quase todos os estados desse país registrando a população local nos anos 1950. Outra exposição que inaugurou junto com o centro cultural foi “Corpo a Corpo” dos fotógrafos e coletivos de artistas Bárbara Wagner, Garapa, Jonathas de Andrade, Letícia Ramos, Mídia Ninja e Sofia Borges. A exposição trata de temas contemporâneos com trabalhos que usam as imagens para discutir conflitos e questões sociais. No 1º andar do prédio, há uma biblioteca dedicada à...

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iPhone Photography Awards 2017

© Gabriel Ribeiro, Mato Grosso Do Sul, Brasil, 1º lugar, Retrato

É notável o avanço dos aparelhos celulares, com suas câmeras tão potentes que podem até ser comparadas com certas câmeras fotográficas profissionais. O concurso iPhone Photography Awards, já instituído há 10 anos, tem mostrado como profissionais e amadores utilizam os recursos dessas câmeras para produzir resultados surpreendentes. A edição de 2017 contou com participantes de 140 países, que concorreram em diversas categorias. Algumas delas são temáticas como “Viagens”, “Animais”, “Arquitetura” e “Flores” e, outras, pode-se dizer que são clássicas para a fotografia como “Retratos” e “Paisagem”. Entre os premiados há importantes fotojornalistas que usam também seus celulares para produzir imagens. Foi esse o caso do grande vencedor, o nova iorquino Sebastiano Tomada. Ele registrou cenas no Iraque, com seu iPhone 6s, no momento em que tropas iraquianas bombardeavam a cidade de Mossul, então ocupada pelo grupo terrorista ISIS. Outros vencedores como David Redhill e Christopher Armstrong, ambos da Austrália, foram...

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Philip Adolphe Klier: de joalheiro a fotógrafo

© Reconstrução de Rangum, c. 1880, Philip Adolphe Klier / UK National Archives

Até pouco tempo era difícil encontrar informações sobre Philip Adolphe Klier (c.1845-1911), um alemão que trabalhou na Birmânia durante o final do século XIX até o início do século XX. Nessa época, a Birmânia (atualmente conhecida como República da União de Myanmar) era colônia inglesa, junto com a Índia e outras extensas áreas no continente asiático. Como muitos dos fotógrafos desse período, a fotografia não foi a primeira ocupação de Klier. Ele era responsável por cuidar de uma loja especializada em consertar relógios e vender joias. Apenas em 1871 é que Klier começa a trabalhar de fato como fotógrafo profissional. Foi neste momento que ele passou a registrar a cidade de Moulmein, que foi a primeira capital de Myanmar então sob domínio britânico. Lá Klier realizou registros da população local, sempre compondo o cenário, como se fazia no século XIX. Até hoje pouco se sabe sobre a história de vida...

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Registros de locais históricos fotografados pela primeira vez

A fotografia hoje é amplamente difundida e basta um aparelho celular para produzir imagens. Vivemos, de fato, em meio ao avanço tecnológico. Mas alguns fotógrafos pioneiros fizeram também parte dessa história de técnicas e avanços, num tempo longínquo em que eles eram os arautos da modernidade. Para realizar as primeiras fotografias era necessário dominar uma técnica recém inventada, o daguerreotipo, que exigia um enorme esforço daquele que se dispunha realizar tal façanha. Por isso, vale lembrar das primeiras imagens tiradas de locais históricos e de seus autores. 1. Paço da Cidade – Rio de Janeiro/ Brasil Essa é uma das três primeiras fotografias produzidas no Brasil, de autoria do francês Louis Compte. Em sua viagem para a América do Sul, vindo da França, ele esteve no Rio de Janeiro por alguns dias. Com o daguerreotipo, que ele trazia em sua bagagem, Compte realizou os primeiros registros do entorno do Paço...

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Fotos perdidas: Portugal recupera acervo de período histórico

Costa do Castelo, c.1898-1908, Arthur Júlio Machado; José Candido d'Assumpção / Arquivo Municipal Fotográfico

Aqui mesmo no blog você já conheceu algumas histórias curiosas sobre fotos que ficaram perdidas e que puderam ser recuperadas quase intactas. Em alguns casos, o fotógrafo não está identificado e o mistério segue sem ser solucionado. Durante muitas décadas, essa foi a situação do acervo com mais de 3000 negativos de vidro que pertencem ao Arquivo Municipal Fotográfico de Lisboa. O conjunto de fotografias registra a cidade de Lisboa entre 1898 e 1908, e impressiona pela qualidade técnica e o processo utilizado para documentar ruas, edifícios e praças. Além das imagens dispostas em álbuns, há relatos detalhados sobre quem era o proprietário dos edifícios, número de andares, etc. A documentação escrita complementa o trabalho minucioso de registro da cidade numa construção de sua memória visual para o futuro. Mas, nesse impressionante acervo, havia um problema: por meio das belas imagens não era possível identificar a autoria de tantas fotografias....

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Robert Capa e suas fotos para a eternidade

© Autorretrato de Robert Capa, c. 1935, Robert Capa/International Center of Photography/Magnum Photos

Endre Erno Giredmann nasceu na Hungria no dia 22 de outubro de 1913 e iniciou sua carreira como fotógrafo em 1933. Por conta do conflito e da perseguição nazista, ele precisou mudar de nome e de cidade, já que vivia na Alemanha na época. Seu novo nome? Robert Capa. Dentre suas imagens mais famosas, estão as cenas da Guerra Civil Espanhola e o registro de um soldado no exato momento em que levava um tiro. A imagem, apesar de ter sua veracidade contestada, circulou nas páginas de revistas do mundo inteiro e ainda hoje é uma das cenas mais icônicas das guerras do século XX. Outros negativos dessa sangrenta guerra, realizados também por Capa, desapareceram e só recentemente foram descobertos (ver aqui). Depois de 10 anos registrando conflitos na Europa e na Ásia, Robert Capa se mudou para os Estados Unidos em 1940 e começou a trabalhar para a revista...

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Raul de Almeida Prado: Produtor de café e fotógrafo amador

© Margens do Rio Tietê limpo, c. 1926, Raul de Almeida Prado / O fotógrafo desconhecido da cidade antiga – Memória Visual/ Por Edison Veiga – 22 de setembro de 2013

No início do século XX, estiveram em atuação no Brasil diversos fotógrafos amadores, entre eles Alberto de Sampaio que produziu seu acervo com imagens do Rio de Janeiro e de algumas outras localidades. História semelhante tem o paulista Raul de Almeida Prado (1896-1945), que antes de se iniciar na fotografia, era um importante produtor de café. Militão Augusto de Azevedo (1837-1905), Guilherme Gaensly (1843-1928) e Benedito Junqueira Duarte (1910-1995) são geralmente referidos como sendo profissionais que atuaram em São Paulo e deixaram, da cidade em formação, preciosos registros urbanos. Mas havia também alguns desconhecidos, que por praticarem a atividade de forma amadora, tiveram seus registros guardados em acervos particulares, longe do olhar do público. Um desses amadores foi Raul de Almeida Prado. Entre os anos de 1925 e 1933 ele fotografou sua família, viagens, pontos turísticos de São Paulo, além da sua propriedade em Pirassununga. Raul de Almeida Prado deixou...

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Vida de Cão: Elliott Erwitt ganha exposição no Centro Cultural da Fiesp

© Elliott Erwitt/Magnum Photos

Uma mostra com 50 fotografias de momentos bem-humorados envolvendo cachorros, clicados por Elliot Erwitt, está exposta no Centro Cultural da Fiesp, localizado em São Paulo. “Vida de Cão” traz cenas inusitadas de cachorros, seus donos ou pessoas que interagem com eles nos espaços urbanos. O fotojornalista, nascido na França em 1928, é filho de russos e viveu na Itália até os 11 anos. Ele ganhou sua primeira câmera fotográfica após se mudar para os Estados Unidos, e lá se tornou fotógrafo profissional em 1950.  Inicialmente, Elliot trabalhava para o exército norte-americano e, depois, para a revista Life. Ao conhecer Robert Capa, Elliott Erwitt foi convidado para fazer parte da equipe da Magnum Photos, a icônica agência que ele presidiu no final da década de 1960. Elliott Erwitt também realizou documentários, atuando como fotógrafo ou diretor. Pela sua extensa e vibrante produção fotográfica, é considerado um dos mais importantes fotógrafos que...

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