FotoRio 2017: “Às portas do Benim” de Jean-Jacques Moles

© Mulheres no Benim, Foto de Jean-Jacques Moles, sem data/Divulgação

O Centro Cultural da Justiça Federal está recebendo o evento FotoRio 2017 e você tem a oportunidade de conhecer o trabalho de Jean-Jacques Moles com a exposição “Às portas do Benim” que retrata o cotidiano de pessoas que vivem num país cercado por questões heterogêneas. O Benim foi colonizado por portugueses e franceses, e dali saíram muitos escravos rumo ao Brasil e Caribe, um comércio que teve longa duração. Mas no século XIX, em meio à colonização francesa, um fenômeno inverso iria ocorrer: retornaram ao Benim mercadores de escravos e muitos ex-escravos recém-libertos em nosso país, os chamados “agudás”, que ainda hoje mantém costumes e tradições trazidas do Brasil. Em meio a tantas influências, o Benim hoje vive os problemas pós colonização (em 1960 tornou-se independente) e de violência religiosa em países vizinhos como a Nigéria e Burkina-Faso. Nesse país pouco conhecido, mas que também carrega parte da história brasileira,...

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Museu Histórico Nacional traz registros de grandes fotógrafos do mundo

© Vik Muniz, foto de Zhong Weixing / Divulgação

Há dois anos atrás o fotógrafo e colecionador chinês Zhong Weixing começou a retratar grandes nomes da fotografia, o que resultou na exposição “Face to Face – Retratos de mestres da fotografia contemporânea” que está no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. Com curadoria de Jean-Luc Monterosso e Milton Guran, a mostra traz retratos de fotógrafos brasileiros como Sebastião Salgado, Miguel Rio Branco e Vik Muniz, além de fotógrafos estrangeiros como Robert Frank, Bernard Plossu, Duane Michals, Cristina de Middel, Martin Parr e William Klein. No total são 36 fotógrafos captados pelas lentes de Zhong. A inspiração para essa mostra vem do ano de 1851 com o fotógrafo francês Félix Nadar. A ideia de Nadar era registrar personagens conhecidos da época, o que incluía jornalistas e escritores. O projeto não foi concluído, mas as 250 imagens realizadas por ele são hoje documentos para a história francesa e mundial. Com...

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Arturo Cerdá y Rico: Fotógrafo amador e médico espanhol

O espanhol Arturo Cerdá y Rico (1844-1921) foi um fotógrafo espanhol que exerceu a fotografia como atividade amadora, num período em que câmeras e laboratórios faziam parte das casas desses aficionados. Eles se autodenominavam amadores porque exerciam a atividade apenas como um hobby, embora esse passatempo agregasse homens que também se distinguiam socialmente por meio da fotografia. Dominando técnicas complexas tal como um profissional da área, como era o caso de Alberto de Sampaio no Brasil, esses amadores deixaram importantes legados para a história da fotografia. Cerdá viveu nesse contexto, em que amadores integravam clubes e publicavam suas imagens em revistas ilustradas. Ele era médico, nasceu em Monóvar em 1844 e depois do casamento se mudou para a pequena cidade Cabra del Santo Cristo, local extensamente registrado por suas lentes. Cerdá pertencia à uma família com alto poder aquisitivo e após os 50 anos de idade, se dedicou apenas à...

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Festival FotoRio 2017

© Exposição “O Corpo” de Zhu Hongyu/Foto Divulgação.

Com curadoria de Milton Guran, o Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro ocupa centros culturais da cidade. O evento seguirá a mesma linha das exposições passadas, cujo objetivo é mostrar a fotografia como bem cultural. No evento ocorrem conferências e exposições, numa abordagem que visa inserir a fotografia dentro de um espectro mais amplo de discussões e debates. O Centro Cultural da Justiça Federal abriga o maior número de exposições: “Dicotomia do contato – a revolução do WI-FI em Cuba”, de Luiz Frota; “Veios Abertos da Baía da Guanabara”, de Ana Carolina Fernandes; “Histórias Plausíveis”, de Andrea Nestrea; “Portas do Benim”, de Jean-Jacques Moles; “Áfricas”, de Alice Kohlner; “Albuminas Contemporâneas – O Rio Revisitado”, de Ailton Silva; “Campos de Altitude”, de Kitty Paranaguá; e “Entre”, de Ana Rodrigues. Integram também ao FotoRio 2017, exposições no Centro Cultural Correios: “Diminuta Natureza e Três Picos” – organizada pela AFnatura; “Ausência”,...

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Exposição no Instituto Moreira Salles traz imagens de Chichico Alkmin

© Parque Municipal da Cavalhada Velha, atual praça Doutor Prado

Diamantina, MG, 1945. Chichico Alkmim/Acervo Instituto Moreira Salles/Foto Divulgação.

Francisco Augusto Alkmin (1886-1978) foi um dos pioneiros da fotografia em Minas Gerais e, nas primeiras décadas do século XX, registrou exaustivamente pessoas e famílias em Diamantina. O acervo de Chichico, como ele era chamado, é avaliado em cerca de 5 mil imagens que ainda estão sendo recuperadas e digitalizadas. Parte do acervo está sendo apresentado na mostra Chichico Alkmim, fotógrafo, no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro, com curadoria de Eucanãa Ferraz. A exposição reúne mais de 300 imagens tiradas em diferentes fases da carreira de Chichico, com peças de seu acervo como negativos de vidro. Há também uma máquina de fole que era seu instrumento de trabalho diário e outros objetos que ficavam em seu laboratório. Chichico Alkmim foi um fotógrafo que teve enorme sensibilidade e técnica para capturar imagens em estúdio e também para fazer tomadas na cidade, que documentam pessoas e eventos. Nascido em Bocaiúva...

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World Press Photo 2017

Num tempo de fotos retocadas digitalmente, o World Press Photo continua a valorizar as imagens “originais” e exige de seus participantes o envio dos arquivos abertos que são avaliados por uma auditoria. Em 2017 foram 5.034 fotógrafos inscritos de 126 nacionalidades. A imagem vencedora, que provocou enorme polêmica entre os próprios membros do juri, foi de Burhan Ozbilici, intitulada “Um assassinato na Turquia”, registrada momentos depois de um extremista do estado islâmico alvejar o embaixador Russo Andrei Karlov. Essa e outras fotografias premiadas podem ser vistas na Caixa Cultural, no Rio de Janeiro, na exposição da 60º edição do World Press Photo. As fotografias cobrem eventos marcantes do ano de 2016, em diversas vertentes, que englobam os principais conflitos que ocorreram no mundo e grandes eventos como as olimpíadas. Dentre os premiados estão os brasileiros Lalo de Almeida na categoria “Questões contemporâneas” com fotografias sobre crianças que contraíram o vírus...

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Filme traz visão crítica sobre a demolição do Palácio Monroe

Se você vive no Rio, certamente já ouviu falar sobre o Palácio Monroe e de toda a polêmica que envolve a sua demolição, até mesmo pela bagagem histórica que ele carregava consigo. O Palácio, construído para sediar a delegação brasileira na Exposição de Sant-Louis nos Estados Unidos, em 1904, seria reinaugurado em 1906 no Rio de Janeiro. Nesse momento, o Monroe abrigou a Conferência Pan-Americana durante uma semana de festividades, desfiles, presença de políticos nacionais e estrangeiros na então capital do país. Depois disso, o Palácio Monroe sediou a Câmera dos Deputados, o Senado Federal e, por último, o Estado Maior das Forças Armadas. O edifício, de arquitetura eclética, que havia sido projetado por Marcelino de Souza Aguiar e ganhado prêmio na exposição dos Estados Unidos, integrava a paisagem carioca. Em 1976, no entanto, ele viria a ser demolido. Na época, o Brasil estava no período da ditadura militar e...

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Festival FestFoto: Digital sem perder o brilho de fotógrafar

O festival Festfoto nasceu em 2007 quando o mundo passava por uma grande transformação com a internet e novas tecnologias. Esse impacto foi sentido principalmente no campo fotográfico com o surgimento de aparelhos celulares, tablets, etc. Integrando esse contexto digital, o festival apresenta fotografias em exposições físicas e também em projeções multimídia, além de palestras, leituras de portfólio e o fórum internacional de livros de fotografia. Algumas das obras expostas são de fotógrafos como Claudia Andujar, Luis Humberto, Thomas Farkas, Luiz Carlos Felizardo, Nair Benedicto e Ricardo Chaves. O festival acontece até o dia 13 de maio no Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Fonte: FestFoto

Fotógrafo Irlandês registra campos de concentração pela Europa e vence o Prix Pictet

O prêmio Prix Pictet foi fundado em 2008 e tem como objetivo chamar a atenção para questões de sustentabilidade. Atualmente, é a maior premiação no mundo voltada para temas como Água, Terra, Crescimento, Energia, Consumo e Desordem. Para participar não é tão simples, já que tudo acontece por meio de nomeação. São cerca de 300 pessoas espalhadas pelo mundo que indicam fotógrafos com trabalhos que se enquadrem em uma das categorias que mencionamos. E não é fácil sair vencedor, já que, em média, são selecionados 3.500 fotógrafos. Este ano, o grande vencedor do Prix Pictet foi o irlandês Richard Mosse pelo projeto “Heat Maps 2016-17”, que reuniu diversas imagens de campos de refugiados situados na Europa, Oriente Médio e norte da África. Ele utilizou uma câmera que detecta o calor do corpo humano a uma distância de 29 Km. Esse equipamento é muito utilizado pelos militares que mantêm essas câmeras...

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Cartier-Bresson ganha exposição no Centro Cultural da Fiesp

Em 1932, o francês Henri Cartier-Bresson adquiriu uma camera Leica e passou a dedicar sua vida a tirar fotos de forma única e original. Sua história está para sempre eternizada em livros, exposições e claro em suas fotos. Esse importante fotógrafo é tema da exposição, no Centro Cultural da Fiesp, “Henri Cartier-Bresson, primeiras fotografias”. Foram selecionadas cinquenta e oito imagens pelo curador João Kulcsár, que são dos primeiros quatro anos de atividade de Cartier-Bresson como fotógrafo. A exposição está na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp (Av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô), com entrada gratuita, até 25 de junho. O funcionamento da galeria é das 10h até às 20h, todos os dias.